Exposição em POA (fotografia): Coleção Pirelli/MASP no MARGS
O MARGS inaugurou no dia 22 de março, quarta-feira, às 19h, a exposição 13ª edição da Coleção Pirelli/MASP de Fotografias. É a primeira vez que Porto Alegre recebe um dos mais importantes acervos públicos de foto brasileira contemporânea. A mostra - que ocupa as Pinacotecas recém-restauradas do Museu - traz 65 obras dos 17 artistas que compõe a edição, além da exposição paralela Fotógrafos do Rio Grande do Sul na Coleção Pirelli/MASP, com a participação de 19 fotógrafos gaúchos representados em 38 obras. A visitação tem entrada franca e poderá ser feita até 30 de abril, de terças a domingos, das 10h às 19h.
A Coleção Pirelli-MASP de Fotografias
Criada em 1991 com a necessidade de suprir uma lacuna do acervo público sobre a complexidade e evolução da fotografia no Brasil, a Coleção Pirelli-MASP constitui-se em uma viagem pelo país e seu imaginário. O acervo - que já conta com 800 imagens de 210 autores - é completado e repensado a cada edição anual, procurando incorporar obras que demonstrem a diversidade temática, as explorações estéticas e a representatividade de nosso trabalho fotográfico. Projeto pioneiro no país, a Coleção Pirelli-MASP lança ao final desse ano a exposição e o catálogo de sua 15ª edição, no Museu de Arte de São Paulo.
A mostra
De acordo com o fotógrafo e pesquisador Boris Kossoy, um dos membros do conselho deliberativo, as imagens selecionadas para a 13ª edição da Coleção Pirelli/MASP dialogam entre si, mas não de maneira arbitrária. Os trabalhos de Rogério Assis, Jair Lanes, Armando Prado, Roberto Wagner e Nego Miranda, por exemplo, investem na discussão sobre a indústria cultural, na representação desvinculada da matéria e na força do cotidiano, do ambiente e da natureza humana. A tradição do documentário se faz presente por meio das obras de Mazda Perez, Pedro Martinelli, Carlos Carvalho e Delfim Martins, que abordam o estilo ora com interesses etnográficos, ora com rigor estético-formal. A religiosidade, a Amazônia longínqua, a observação da luz e a vida agrícola estão entre os temas trabalhados. O simbolismo da fotografia conceitual, por sua vez, é percebido nas obras de Marcelo Arruda, Celina Yamauchi, Rogério Medeiros, Mônica Vendramini e Fernando Augusto, que apresentam, respectivamente, a negação da identidade, a solidão, a natureza, a individualidade e a discussão sobre a morte.
Já a preocupação com o enriquecimento do acervo é percebida na aquisição de imagens de Francisco Aszmann - representante do fotoclubismo da metade do século XX -, Theodor Preising (que registrou a São Paulo e o Rio de Janeiro das décadas de 20 e 40) e Alexandre Wollner, referência no design gráfico brasileiro.
Com a exposição paralela Fotógrafos do Rio Grande do Sul na Coleção Pirelli/MASP, se pretende realizar uma homenagem aos profissionais gaúchos que participam do acervo e foram selecionados em edições anteriores. Integram a mostra nomes como Luiz Abreu, Ricardo Chaves, Fernanda Chemale, Manuel da Costa, Flávio Damm, Luiz Carlos Felizardo, Jacqueline Joner, Leopoldo Plentz e Leonid Streliaev, entre outros. A organização do projeto prepara a publicação de um catálogo especial desta mostra paralela.
A Coleção Pirelli-MASP de Fotografias
Criada em 1991 com a necessidade de suprir uma lacuna do acervo público sobre a complexidade e evolução da fotografia no Brasil, a Coleção Pirelli-MASP constitui-se em uma viagem pelo país e seu imaginário. O acervo - que já conta com 800 imagens de 210 autores - é completado e repensado a cada edição anual, procurando incorporar obras que demonstrem a diversidade temática, as explorações estéticas e a representatividade de nosso trabalho fotográfico. Projeto pioneiro no país, a Coleção Pirelli-MASP lança ao final desse ano a exposição e o catálogo de sua 15ª edição, no Museu de Arte de São Paulo.
A mostra
De acordo com o fotógrafo e pesquisador Boris Kossoy, um dos membros do conselho deliberativo, as imagens selecionadas para a 13ª edição da Coleção Pirelli/MASP dialogam entre si, mas não de maneira arbitrária. Os trabalhos de Rogério Assis, Jair Lanes, Armando Prado, Roberto Wagner e Nego Miranda, por exemplo, investem na discussão sobre a indústria cultural, na representação desvinculada da matéria e na força do cotidiano, do ambiente e da natureza humana. A tradição do documentário se faz presente por meio das obras de Mazda Perez, Pedro Martinelli, Carlos Carvalho e Delfim Martins, que abordam o estilo ora com interesses etnográficos, ora com rigor estético-formal. A religiosidade, a Amazônia longínqua, a observação da luz e a vida agrícola estão entre os temas trabalhados. O simbolismo da fotografia conceitual, por sua vez, é percebido nas obras de Marcelo Arruda, Celina Yamauchi, Rogério Medeiros, Mônica Vendramini e Fernando Augusto, que apresentam, respectivamente, a negação da identidade, a solidão, a natureza, a individualidade e a discussão sobre a morte.
Já a preocupação com o enriquecimento do acervo é percebida na aquisição de imagens de Francisco Aszmann - representante do fotoclubismo da metade do século XX -, Theodor Preising (que registrou a São Paulo e o Rio de Janeiro das décadas de 20 e 40) e Alexandre Wollner, referência no design gráfico brasileiro.
Com a exposição paralela Fotógrafos do Rio Grande do Sul na Coleção Pirelli/MASP, se pretende realizar uma homenagem aos profissionais gaúchos que participam do acervo e foram selecionados em edições anteriores. Integram a mostra nomes como Luiz Abreu, Ricardo Chaves, Fernanda Chemale, Manuel da Costa, Flávio Damm, Luiz Carlos Felizardo, Jacqueline Joner, Leopoldo Plentz e Leonid Streliaev, entre outros. A organização do projeto prepara a publicação de um catálogo especial desta mostra paralela.


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