terça-feira, março 28, 2006

Livro- FOTOGRAFIA : Usos e Funções no Século XIX


de Annateresa Fabris

O impacto da invenção da fotografia e seu desenvolvimento num quadro de grandes transformações sociais e tecnológicas é o ponto de partida dos diversos estudos reunidos neste livro, que abordam tópicos como as dificuldades de legitimação artística da nova técnica, suas relações com os meios tradicionais de representação de imagens (como a pintura, o desenho e os diversos tipos de gravura) ou a utilização da reprodução fotográfica na imprensa ilustrada. A recepção da fotografia na sociedade do século XIX é considerada tanto no contexto europeu quanto em suas implicações no Brasil, associando à discussão teórica uma grande quantidade de informações históricas.

Coleção Texto e Arte
Páginas: 304 pp.

segunda-feira, março 27, 2006


Ricardo Becker - Belvedere

domingo, março 26, 2006

Artista: Rogério Assis

O trabalho que mais me interessou na exposição do MARGS.
Relações foto + pintura. Muito bom
Acredito que ele tira as fotos a partir da TV.

Série "Televisão Imaginária"
fotografias [120 x 120 cm]
Rogério Assis (Site Oficial)

Exposição em POA (fotografia): Coleção Pirelli/MASP no MARGS

O MARGS inaugurou no dia 22 de março, quarta-feira, às 19h, a exposição 13ª edição da Coleção Pirelli/MASP de Fotografias. É a primeira vez que Porto Alegre recebe um dos mais importantes acervos públicos de foto brasileira contemporânea. A mostra - que ocupa as Pinacotecas recém-restauradas do Museu - traz 65 obras dos 17 artistas que compõe a edição, além da exposição paralela Fotógrafos do Rio Grande do Sul na Coleção Pirelli/MASP, com a participação de 19 fotógrafos gaúchos representados em 38 obras. A visitação tem entrada franca e poderá ser feita até 30 de abril, de terças a domingos, das 10h às 19h.

A Coleção Pirelli-MASP de Fotografias
Criada em 1991 com a necessidade de suprir uma lacuna do acervo público sobre a complexidade e evolução da fotografia no Brasil, a Coleção Pirelli-MASP constitui-se em uma viagem pelo país e seu imaginário. O acervo - que já conta com 800 imagens de 210 autores - é completado e repensado a cada edição anual, procurando incorporar obras que demonstrem a diversidade temática, as explorações estéticas e a representatividade de nosso trabalho fotográfico. Projeto pioneiro no país, a Coleção Pirelli-MASP lança ao final desse ano a exposição e o catálogo de sua 15ª edição, no Museu de Arte de São Paulo.

A mostra
De acordo com o fotógrafo e pesquisador Boris Kossoy, um dos membros do conselho deliberativo, as imagens selecionadas para a 13ª edição da Coleção Pirelli/MASP dialogam entre si, mas não de maneira arbitrária. Os trabalhos de Rogério Assis, Jair Lanes, Armando Prado, Roberto Wagner e Nego Miranda, por exemplo, investem na discussão sobre a indústria cultural, na representação desvinculada da matéria e na força do cotidiano, do ambiente e da natureza humana. A tradição do documentário se faz presente por meio das obras de Mazda Perez, Pedro Martinelli, Carlos Carvalho e Delfim Martins, que abordam o estilo ora com interesses etnográficos, ora com rigor estético-formal. A religiosidade, a Amazônia longínqua, a observação da luz e a vida agrícola estão entre os temas trabalhados. O simbolismo da fotografia conceitual, por sua vez, é percebido nas obras de Marcelo Arruda, Celina Yamauchi, Rogério Medeiros, Mônica Vendramini e Fernando Augusto, que apresentam, respectivamente, a negação da identidade, a solidão, a natureza, a individualidade e a discussão sobre a morte.
Já a preocupação com o enriquecimento do acervo é percebida na aquisição de imagens de Francisco Aszmann - representante do fotoclubismo da metade do século XX -, Theodor Preising (que registrou a São Paulo e o Rio de Janeiro das décadas de 20 e 40) e Alexandre Wollner, referência no design gráfico brasileiro.
Com a exposição paralela Fotógrafos do Rio Grande do Sul na Coleção Pirelli/MASP, se pretende realizar uma homenagem aos profissionais gaúchos que participam do acervo e foram selecionados em edições anteriores. Integram a mostra nomes como Luiz Abreu, Ricardo Chaves, Fernanda Chemale, Manuel da Costa, Flávio Damm, Luiz Carlos Felizardo, Jacqueline Joner, Leopoldo Plentz e Leonid Streliaev, entre outros. A organização do projeto prepara a publicação de um catálogo especial desta mostra paralela.

sábado, março 25, 2006

Semana de abertura do Programa de Pós-Graduação em Artes Visuais do IA/UFRGS

Aula Inaugural, lançamento da Revista PORTO ARTE e Seminário DIMENSÕES DA GRAVURA nos dias 27 e 28 de março. Entrada franca para todas as atividades

Na próxima semana, o Programa de Pós-Graduação em Artes Visuais do IA/UFRGS realiza uma série de atividades com entrada franca para marcar o início do ano letivo. Abaixo, a lista de atividades com suas respectivas informações:


27 de março, segunda-feira

14h30, no Auditorium Tasso Corrêa do IA/UFRGS (Senhor dos Passos, 248, térreo): Aula Inaugural do PPGAV-IA/UFRGS: “A CULTURA POSTA EM QUESTÃO: PRESENÇA DA FOTOGRAFIA NA ARTE POP”. Palestrante: Annateresa Fabris (USP)

Resumo: O Programa de Pós-Graduação em Artes Visuais do IA/UFRGS realiza sua Aula Inaugural na segunda, às 14h30, no Auditorium do IA/UFRGS. No evento, a professora Annateresa Fabris da USP vai falar sobre a apropriação da linguagem fotográfica pela cultura pop.

Historiadora, crítica de arte e professora titular em Teoria e História da Arte na Escola de Comunicações e Arte da Universidade de São Paulo (ECA-USP), Annateresa Fabris é pesquisadora pioneira das relações entre fotografia e artes visuais. Seu estudo sobre o retrato fotográfico no Brasil virou referência para toda uma geração de artistas que, desde 1990, vem trabalhando com questões de identidade e identificação. Nascida em Nápoles, na Itália, a historiadora recebeu o Prêmio Jabuti de Ciências Humanas por sua pesquisa sobre o futurismo paulista e é autora de várias publicações sobre a modernidade e a contemporaneidade.

17h: Lançamento da Revista PORTO ARTE 22 do Programa de Pós-Graduação em Artes Visuais do IA/UFRGS. Local: Pinacoteca do IA/UFRGS (Rua Senhor dos Passos, 248, 1º andar)

Resumo: Às 17h desta segunda, na Pinacoteca do IA/UFRGS, acontece o lançamento do número 22 da Revista PORTO ARTE. Publicação do Programa de Pós-Graduação em Artes Visuais do IA/UFRGS, esta edição da PORTO ARTE tratará das relações entre Fotografia e Arte.


28 de março, terça-feira

das 9 às 12h15 e das 14 às 17h30, na Sala 2 do Salão de Atos da UFRGS (Av. Paulo Gama, s/nº, Campus Central da UFRGS): Seminário de Extensão “DIMENSÕES DA GRAVURA”, atividade paralela da Mostra TOTAL PRESENÇA GRAVURA, em exposição no Museu da UFRGS.

Resumo: Na terça-feira, durante a manhã e a tarde, acontece na Sala 2 do Salão de Atos da UFRGS o Seminário de Extensão DIMENSÕES DA GRAVURA. Este seminário, dirigido à comunidade acadêmica, artística e ao público em geral, reúne artistas / professores de várias entidades de ensino, com formação no IA/UFRGS, que vão discutir questões da gravura em seus múltiplos aspectos. O seminário contará com depoimentos de artistas professores que acompanharam as primeiras iniciativas nesta área no IA; abordará também questões referentes à gravura hoje, assim como seus aspectos técnicos e sua especificidade.

Participam do Seminário de Extensão DIMENSÕES DA GRAVURA os seguintes artistas/professores: Angela Pohlmann (UFPEL), Anico Herskovitz (UFRGS), Danúbio Gonçalves, Helena Kanaan (UFPEL), Hélio Fervenza (UFRGS), Luiz Barth, Lurdi Blauth (FEEVALE), Maria Lucia Cattani (UFRGS), Maristela Salvatori (UFRGS), Miriam Tolpolar (Atelier Livre SMC), Nilza Haertel (UFRGS), Paulo Peres e Rose Lutzemberg.

A entrada para todas as atividades do Seminário DIMENSÕES DA GRAVURA é franca. Todos os que desejarem receber o Certificado de Extensão da UFRGS pagarão uma pequena taxa de R$ 4,00 pela emissão do documento.

Para mais informações sobre as atividades de abertura do ano letivo do Programa de Pós-Graduação em Artes Visuais do IA/UFRGS, entre em contato com o PPGAV pelo fone 33164314, ou com a Secretaria de Comunicação do IA/UFRGS, fone 33164318.

Publicação de Arte Visuais

-------- Mensagem Original --------
Assunto:
publicação online
Data:
Fri, 24 Mar 2006 23:09:04 -0300 (ART)
De:
clarissa lima

olá, pessoal.

sou jornalista, estudante de artes plásticas, e estou desenvolvendo um informativo online sobre artes visuais que deve ir ao ar no fim de abril. gostaria muito que todos vocês tivessem acesso a essa publicação. ficarei muito grata se puderem me enviar uma lista com essas informações. é fundamental que profissionais como vocês tenham acesso a mais esse instrumento de comunicação e divulgação das artes visuais.

aguardo retorno. obrigada

clarissa lima

sexta-feira, março 24, 2006

Teppei Kaneuji (ou: imagem 'quebradiça')


: Splash and Flake

For his new exhibition at Kodama Gallery, Teppei Kaneuji uses driftwood, found objects, and coffee to create alien cosmologies that explore the dynamic properties of liquids and materials. The show's title piece, Splash and Flake, sits like an overgrown nest on a sturdy wooden table, while dozens of tiny mirrors, magnifying glasses, and even binoculars planted within the assemblage exert a visual pull, sucking viewers into the artist's universe. Sea and Pus (Driftwood 3) is a beachcomber's ball of found toys, including the odd Frisbee, and Muddy Stream from a Mug #1 employs signature coffee-stain details. The talented Kaneuji also presents figurines, collages, and drawings that add to the show's funhouse effect.
Garoto de 12 anos cola chiclete mascado em pintura de Helen Frankenthaler, com preço estimado em 1,5 milhão de dólares.

Frankenthaler é um dos principais nomes do Expressionismo Abstrato (movimento mais conhecido pelo nome/trabalho de Jackson Pollock), sendo uma das únicas mulheres dentre um movimento quase que exclusivamente masculino.
É mais conhecida por suas abstrações líricas que fazem referências à paisagens, e pelas suas "manchas".

Coleta de Livros B28

Divulgando (eu não sei pra que são os livros, mas acredito que seja algum projeto artístico..):


Estamos recebendo doações de livros para realizar um novo projeto .
Aceitamos qualquer exemplar, de qualquer tamanho em qualquer estado.

Você pode agendar uma coleta pelos telefones:

3024.4657 e 8186.0280 (Melissa)
3341.7046 e 9951.5288 (Vera)

Também poderão ser entregues no Torreão:
Rua Santa Terezinha, 79

Aguardamos sua contribuição!
Um abraço,
Melissa Flôres e Vera Lago.

quinta-feira, março 23, 2006

ainda..

...sobre minha orientadora.

Gostei bastante da forma como ela pensa e vê a relação entre arte+tecnologia. Ou seja, ela também procura trabalhar a tecnologia na arte, mas de uma maneira bem 'rudimentar' - usando de certos recursos sofisticados, mas unindo-os à técnicas tradicionais, ou subvertendo-os de algum modo rudimentar.
Ela me disse que atualmente está trabalhando com uma relação entre fractais e fotografia.

Artista: Inka Essenhigh


In Inka Essenhigh's new paintings, hyperreality takes control as the artist twists and exaggerates seemingly normal scenarios of urban and rural life in playful manipulations of movement. Essenhigh varies between either freezing a single frame of narrative or showing its past, present, and future all at once. Wrestlers catches two humanoid combatants in midair as their bodies collide and morph like fluid in a lava lamp, while Subway traces commuter trajectories through billowing white sheets that tangle and wrap around each other as they cross paths. In these works and others, Essenhigh showcases her evolution as a visual storyteller whose developing pictorial language makes for uncanny, energetic scenes full of adventure.

SCOPUS CITATION TRACKER

O título parece saído de algum produto das empresas "Tabajara", mas na verdade trata-se do que parece ser uma excelente ferramenta para professores contra alunos metidos a espertinhos. Confesso que não conferi ainda, mas já fiquei empolgado com as possibilidades.


Scopus®, a maior base de resumos e citações bibliográficas de informação científica do mundo, lançou o Scopus Citation Tracker: um novo recurso que possibilita aos pesquisadores avaliar a produção científica usando dados de citações. De forma amigável, ele permite a verificação e o rastreamento de dados de citações com mais facilidade e eficiência com o objetivo de fornecer informações sobre artigos, autores, trabalhos próprios publicados e tendências de pesquisas.

Ele oferece informações sobre a influência de um conjunto de artigos, um autor ou grupo de autores em relação a um determinado período, de modo que os usuários possam fácil e rapidamente localizar tendências. É possível selecionar autores, períodos e artigos específicos que se deseja avaliar, navegando pela literatura citada, usando uma tabela visual de citações organizadas cronologicamente por artigo.

É o primeiro e único produto a fornecer uma visão geral imediata dos dados de citação em qualquer conjunto de artigos dentro de um período de anos selecionado pelo usuário. O Scopus Citation Tracker faz com que os usuários possam:

•Encontrar os autores mais citados de uma área
•Encontrar e rastrear tópicos importantes dentro de áreas específicas de conhecimento
•Verificar os dados de citações mais recentes sobre autores e artigos específicos
•Rastrear e avaliar tendências de pesquisas.

Assista a uma demonstração online em http://info.scopus.com/etc/citationtracker/ e divulgue para os alunos, professores e pesquisadores de sua instituição.
Experimente o Scopus Citation Tracker em http://www.scopus.com/

quarta-feira, março 22, 2006

orientação

Prof. dr. Romanita Disconzi.

Ela tem um trabalho bem bacana com pintura, intitulado "Pintura Pós-TV". Nessa trabalho, ela re-interpreta com pinceladas grandes e gestuais imagens de televisão que mostram ícones pop culturais.

Achei aqui uma breve reportagem sobre ela.

Posso dizer que fiquei feliz com a notícia, desde 2003 tenho estudado sobre a pesquisa dela - que acabou servindo de referência para meu pré-projeto.
(A principal diferência da minha pintura, no caso, é que a da Romanita é de fato uma re-interpretação, enquanto minha tentativa é a de copiar tal e qual a imagem original - pixel a pixel).
Ah, e por essas estranhas coincidências da vida, ela também é santiaguense.

Exposição: Cristina Canale

Banhistas
23 de março, quinta-feira, 19h






Silvia Cintra Galeria de Arte
www.silviacintra.com.br
Exposição até 21 de abril de 2006


Entre 1980 e 1983, Cristina Canale, 44 anos, estudou desenho e pintura na E.A.V. - Parque Lage, Rio de Janeiro. Em 1993, ganhou bolsa do governo alemão para a Academia de Artes de Düsseldorf e fixou residência no país.

Sua estréia nas artes plásticas aconteceu em 1984, na coletiva, hoje histórica, Como vai você, Geração 80?, no Parque Lage, RJ.

Neste conjunto de sete telas, de médios e grandes formatos, em acrílica, óleo e bastão de óleo sobre tela, predomina a figura humana, à exceção de uma, que funciona como contraponto. É a primeira vez que Canale usa o humano em movimento, como um “elemento instantâneo”.
Ela justifica que assume agora “o pathos da fotografia como linguagem” e confirma a atitude batizando de “Paparazzi” um dos trabalhos.

A referência à água é também um elemento comum a todas as telas: as figuras estão ou estiveram no mar, na piscina ou portam trajes de banho.

Cristina parte de pequenos desenhos de observação e de fotos clicadas por ela própria sem qualquer ambição. Ela prefere que os registros sejam casuais, a partir dos quais retrabalha, recorta, monta segmentos de uma com o fundo de outra. Os registros fotográficos servem como memórias afetivas para a etapa pictórica, quando essas passam por um processo de dissolução do realismo para entrar no “mundo da pintura”, define.

- Acho que os quadros propõem um diálogo entre a refêrencia real - das fotos e dos esboços, e a do retrabalhamento das imagens que valoriza sua ‘pictoricidade’, diz Canale.

A manipulação dos elementos gráficos se dá de forma que a estrutura das cores fique bem clara e específica. É ela que, junto com a composição, dá o ritmo das relações espaciais, a ambigüidade entre a imagem chapada e, ao mesmo tempo, a espacialidade.

O título Banhistas, além da remissão à situação geo-psicológica das figuras, alude à história da arte, já que é tema recorrente em tantos artistas, como Cézanne, Ingres, Picasso etc. Canale diz não citar nenhum deles diretamente, mas avalia que pode ter usado o tema por motivo semelhante: a relação do corpo com a natureza, a situação semi-social do banhista, um momento entre a civilização e a natureza.

Revista: Porto Arte

A Revista Porto Arte é uma publicação semestral do Programa de Pós-Graduação em Artes Visuais (Mestrado e Doutorado) do Instituto de Artes da Universidade Federal do Rio Grande do Sul.

O Programa de Pós-Graduação em Artes Visuais, pioneiro em sua área no sul do país, resultou de expressiva massa crítica existente no Departamento de Artes Visuais e em outros Departamentos afins, propondo-se a promover a produção e a reflexão sobre o objeto de arte.

Com Cursos de Mestrado e Doutorado tem seu perfil centrado na modernidade e contemporaneidade, o que se evidencia nas disciplinas oferecidas e nas linhas de pesquisa desenvolvidas.

terça-feira, março 21, 2006

Livro: "A Transfiguração do Lugar-Comum"

Arthur C. Danto, filósofo e crítico de arte influente do "The Nation" (Nova York), publica agora no Brasil um de seus livros mais importantes, "A Transfiguração do Lugar-Comum".
Indo de Andy Warhol a Hegel e Wittgenstein, passando por Cézzane, ele mostra uma forma de fazer da filosofia uma apreciadora da arte que honra a bela tradição norte-americana no campo da estética.

Ainda que Danto não compartilhe de idéias pragmatistas, ele vê a história da arte por meio de um pluralismo saudável, bastante comum entre filósofos dos EUA (e cada vez mais na Europa). O inovador em Danto, além do fato de ele vir da filosofia análitica para a crítica de arte sem transformar a arte em "linguagem", é que coloca para a nova geração um passo diferente - e melhor - do que aquele que a Escola de Frankfurt deu no mesmo campo.

Usei nas minhas aulas de Pintura II um texto que analisa um de seus principais ensaios: "After the End of Art". Texto ótimo e bem acessível onde o autor aponta para o fim da arte , mas não como a extinção da arte como um todo, antes sim para o fim de um tipo de arte.

A Transfiguração do Lugar-Comum
ed. CosacNaify
310 páginas
R$ 59

Arte e Jogos


Matéria no site da Fundação Iberê Camargo:

Desde a década de 1970, os jogos povoam a imaginação das pessoas. Do telejogo, jogo simples de palitinho, passando pelo Odissey, Atari, MegaDrive, aos jogos de realidade virtual, a linguagem foi se desenvolvendo e conquistando adeptos em todo o mundo. A tal ponto que o governo brasileiro abriu um edital para desenvolvimento de demos jogáveis e jogos completos.
Como parte da cultura popular, que muitas vezes reflete ou influencia o cotidiano, os jogos não poderiam passar despercebidos pelos artistas, que começam a explorar a linguagem como construção de trabalhos, sejam interativos ou não, utilizando ou explodindo o meio. Em janeiro, uma exposição realizada na galeria PaceWildenstein (Estados Unidos), que apresentava trabalhos digitais, baseados em jogos de videogame, ganhou destaque no jornal The New York Times, com o título Transformando os jogos em uma nova forma de arte.

[segue...]

Em futuros trabalhos me aprofundarei nessa relação, através da apropriação de imagens de videogames.
O artista/pintor grego Miltos Manetas faz isso, e o faz de uma maneira genial. Com imagens de videogames 'contemporâneos'. Já eu, pretendo usar videogames antigos...e pintura.

Dudi Maia Rosa

Naipes
+
Lançamento do livro Dudi Maia Rosa e as mortes da pintura, de Oswaldo Corrêa da Costa

O artista paulistano depura sua técnica de "pintar" o quadro pelo avesso - preenchendo uma superfície plástica com tinta e resina, de modo que a pintura subsista sem o aparato da tela. As sete obras inéditas que mostra na Brito Cimino a partir de terça trazem uma figuração que remete ao jogo de cartas (símbolos das cartas de paus, espada, etc). No mesmo dia será lançado "Dudi Maia Rosa e as Mortes da Pintura", que analisa sua trajetória desde a primeira individual, em 1978, até 2003.

21 de março, terça-feira, 19-23h

Galeria Brito Cimino
Rua Gomes de Carvalho, 842, Vila Olímpia, São Paulo - SP
11-3842-0635 ou britocimino@uol.com.br
www.britocimino.com.br
Terça a sexta, 11-19h;sábados, 11-17h
Exposição até 28 de abril de 2006

Dudi Maia Rosa e as mortes da pintura
Editora Metalivros
Páginas: 190
Preço: R$ 76
Patrocínio: F/NAZCA Saatchi & Saatchi